Desenvolvimento do Encéfalo

Fusão das pregas neurais e fechamento do neuroporo rostral2

Fusão das pregas neurais e fechamento do neuroporo rostral

O encéfalo origina-se a partir da região do tubo neural cefálica ao quarto par de somitos.

A fusão das pregas neurais desta região, seguida do fechamento do neuroporo rostral, formará as vesículas encefálicas primordiais: Prosencéfalo (encéfalo anterior), Mesencéfalo (encéfalo médio) e Rombencéfalo (encéfalo posterior).

vesículas encefálicas primordiais

vesículas encefálicas primordiais

formação das flexuras

formação das flexuras

Durante a 4ª semana de seu desenvolvimento, o embrião tem um rápido crescimento da região encefálica, que se curva ventralmente com a prega cefálica. Com o passar do tempo aparecerão as flexuras mesencefálica, cervical e pontina.

Encéfalo Posterior

O encéfalo posterior é dividido em duas partes pela flexura pontina: Mielencéfalo (caudal) e Metencéfalo (rostral). A sua cavidade dará origem ao IV ventrículo e ao canal central do bulbo.

desenvolvimento do bulbo

desenvolvimento do bulbo

Mielencéfalo

Os neuroblastos das placas alares da região caudal formarão os núcleos grácil e cuneiforme, em continuidade aos fascículos grácil e cuneiforme da medula espinal. Já os neuroblastos destas placas que se encontram mais cranialmente darão origem a colunas de outros neurônios sensitivos. Alguns desses neuroblastos, ainda, migram ventralmente para dar origem aos neurônios dos núcleos olivares.

Os neuroblastos das placas basais darão origem a neurônios motores, formando núcleos organizados em colunas eferentes.

desenvolvimento do metencéfalo

desenvolvimento do metencéfalo

Metencéfalo

As paredes do metencéfalo corresponderão às estruturas da ponte e do cerebelo, enquanto que a sua cavidade corresponderá à parte superior do IV ventrículo.

Espessamentos dorsais das placas alares darão origem ao cerebelo. Alguns neuroblastos destas placas formarão os núcleos centrais do cerebelo, outros o córtex cerebelar e há também os que darão origem aos núcleos pontinos, cocleares e vestibulares, além dos núcleos sensitivos do nervo trigêmeo.

Os neuroblastos das placas basais formarão núcleos motores em três colunas de cada lado.

divisão filogenética do cerebelo

divisão filogenética do cerebelo

É relevante dizer, a respeito do cerebelo, que a sua estrutura reflete seu desenvolvimento filogenético, podendo este ser dividido segundo tal critério em Arquicerebelo, Paleocerebelo e Neocerebelo, por ordem de aparecimento.

aparecimento do plexo coróide

aparecimento do plexo coróide

Plexos coróides e Líquido cerebrospinhal

O teto ependimário do IV ventrículo coberto pela pia-máter vascular denominar-se-á tela coróide, que por sua vez ao invaginar no IV ventrículo formará o plexo coróide.

O teto do IV ventrículo faz evaginações em 3 locais, rompendo-se em seguida para formar aberturas através das quais o liquor sairá para o espaço subaracnóideo.

desenvolvimento do mesencéfalo

desenvolvimento do mesencéfalo

Encéfalo Médio

Aqui o canal neural, após estreitamento, formará o aqueduto cerebral que funcionará como ligação entre os III e IV ventrículos.

Os neuroblastos das placas alares migrarão para o teto e agregar-se-ão para formar os grupos de neurônios dos colículos superior e inferior, já os neuroblastos das placas basais poderão originar grupos de neurônios do tegmento.

A formação da substância negra ainda é duvidosa. Há quem diga que é formada por células provenientes da placa basal ou que células da placa alar migrariam ventralmente com esse propósito.

Durante o desenvolvimento do encéfalo médio os pedúnculos cerebrais vão tornando-se progressivamente mais espessos, graças à adição de grupos de fibras descendentes.

Encéfalo Anterior

O fechamento do neuroporo rostral é seguido por duas evaginações laterais, que corresponderão às vesículas ópticas. As vesículas telencefálicas aparecerão como primórdio dos hemisférios cerebrais, e a cavidade destas vesículas se transformará nos ventrículos laterais.

O encéfalo anterior dará origem às estruturas do diencéfalo e do telencéfalo.

Diencéfalo

Três intumescências nas paredes do III ventrículo darão origem ao que denominaremos de Epitálamo, Tálamo e Hipotálamo.

- os tálamos fundem-se na linha mediana, formando uma ponte de substância cinzenta (aderência intertalâmica).

- na região correspondente ao hipotálamo, surgirão núcleos relacionados com atividades endócrinas e homeostasia. Exemplos desses núcleos são os corpos mamilares, que surgirão a partir de intumescências na superfície ventral.

- o epitálamo origina-se do teto e da porção dorsal da parede lateral. Contrariamente à regra geral, as intumescências epitalâmicas começam grandes e diminuem com o passar do tempo.

- a glândula pineal surgirá a partir do divertículo mediano da parede caudal do teto.

formação da hipófise

formação da hipófise

- a hipófise origina-se de duas fontes: o divertículo hipofisário e o divertículo neuro-hipofisário. Fica então explicado o porquê de a hipófise ser composta por dois tipos de tecidos diferentes: enquanto a adeno-hipófise deriva-se do ectoderma oral, a neuro-hipófise deriva-se do neuroectoderma.

Telencéfalo

O telencéfalo desenvolve-se a partir da parte mediana e dos dois divertículos laterais (vesículas cerebrais). A cavidade da parte mediana corresponderá à extremidade anterior do III ventrículo.

-A porção delgada do epêndima no teto do hemisfério e contínua com o teto ependimário do III ventrículo será o local do plexo coróide do ventrículo lateral.

-Os hemisférios cerebrais crescerão e cobrirão o diencéfalo, o encéfalo médio e o encéfalo posterior, encontrando-se na linha média.

-O mesênquima preso na fissura longitudinal dará origem à foice cerebral (prega de dura-máter).

desenvolvimento do ventrículo lateral, da fissura coróide e do corpo estriado

desenvolvimento do ventrículo lateral, da fissura coróide e do corpo estriado

-O corpo estriado aparece como uma proeminente saliência no assoalho de cada  hemisfério cerebral.

formação das comissuras cerebrais

formação das comissuras cerebrais

Comissuras Cerebrais

Com o desenvolvimento do córtex cerebral, grupos de fibras – as comissuras – conectam áreas correspondentes dos hemisférios cerebrais. As primeiras a se formarem são a comissura anterior e comissura do hipocampo, e a maior delas é o corpo caloso, que une áreas neocorticais.

desenvolvimento do córtex cerebral

desenvolvimento do córtex cerebral

As paredes dos hemisférios cerebrais em desenvolvimento mostram, inicialmente, as três zonas típicas do tubo neural (ventricular, intermediária e marginal); depois surge também a zona subventricular. Em certo momento, células da zona intermediária migram para a zona marginal, dando origem às camadas corticais. Deste modo, forma-se a substância cinzenta periférica e o centro medular.

A superfície lisa dos hemisférios vai, ao longo do desenvolvimento, transformando-se em uma superfície composta por sulcos e giros, os quais conferem um considerável aumento da área de superfície sem requerer, no entanto, grande aumento de tamanho.

4 Responses to “Encéfalo”


  1. 1 Camilla Andrade junho 16, 2009 às 1:05 am

    mt bom galera! estao de parabeens, otimas explicaçoes =]

  2. 2 André Felipe junho 16, 2009 às 11:56 pm

    Estão de parabéns realmente. Apesar de eu ainda não ter visto o desenvolvimento embrionário do sistema nervoso já deu pra aprender algumas coisas aqui. Está muito bem explicado!

  3. 3 Vinnicius setembro 9, 2010 às 10:09 pm

    Caro autor gostei muito do trabalho dedicado nessa página. Estão de parabéns, forão de grande ajuda!
    E se me permitir fazer uma pergunta, seria de grande ajuda, na segunda linha do primeiro paragrafo de ”Plexos coróides e Líquido cerebrospinhal” inves de invaginar não seria evaginar?
    Grato pela atenção!

  4. 4 Deise Machado fevereiro 15, 2011 às 2:51 pm

    Mais um parabéns aqui pelo método explicativo de fácil entendimento (os detalhes também ajudaram). Vou até add nos meus favoritos para os demais assuntos.


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